Rosane Machado de Andrade
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A ILUSÃO DO PRIMEIRO PASSO
É doloroso constatar, mas muitas ONGs e grupos de proteção animal parecem ter se transformado em verdadeiras fogueiras de vaidades. As postagens, não raro, parecem mais focadas em arrancar curtidas do que em realmente ajudar. Criam-se panelinhas, e a rivalidade é palpável: um protetor torcendo o nariz para o outro, enquanto os animais, estes sim, sofrem as consequências.
Deveria haver apenas um partido e uma causa: a proteção e defesa dos animais. No entanto, o que vemos são indiretas nas redes sociais, ofensas direcionadas a quem, por limitações óbvias, não pode realizar resgates, mas que faz o que está ao seu alcance: compartilhar pedidos de ajuda. Esse ato, muitas vezes subestimado, é crucial para a mobilização e o alcance das informações.
E, como se não bastasse a desunião interna, ainda presenciamos um perigoso “bater palmas” para o que o governo faz — ou melhor, para o que ele deveria fazer por obrigação. Aplaudir a execução de tarefas que são inerentes ao poder público é baixar a guarda para uma efetiva fiscalização de quem realmente defende a causa animal. Não podemos nos iludir com um “primeiro passo” ou com promessas vazias. É fundamental que os objetivos alardeados sejam concretizados, que saiam do papel e se tornem realidade tangível para os animais. A vigilância deve ser constante e a cobrança, incansável.
No final das contas, o bem-estar animal é o que realmente importa. A energia gasta em conflitos, posturas individualistas e aplausos desnecessários poderia ser direcionada para o que realmente faz a diferença: a união em prol daqueles que não têm voz.